DRE gerencial é o demonstrativo de resultados montado para decidir, não para declarar imposto. Ele agrupa receitas e custos do jeito que o dono pensa (por unidade, por linha de serviço, por canal) e sai todo mês na mesma data. A versão contábil olha para trás, para o fisco. A gerencial olha para a operação.
O DRE contábil existe para o contador e para a Receita. Chega no fechamento contábil, no regime de competência, com nomes de conta que ninguém na operação usa. Ele está certo e não serve para decidir.
O DRE gerencial é o mesmo demonstrativo lido pelo dono: receita por linha de negócio, custo do que foi vendido, despesas agrupadas do jeito que a empresa funciona, resultado no fim. Fecha todo mês, na mesma data, e responde uma pergunta só: onde estou ganhando e onde estou perdendo.
| DRE contábil | DRE gerencial | |
|---|---|---|
| Para quem | fisco e obrigações legais | o dono e o time que decide |
| Agrupamento | plano de contas contábil | como o dono pensa: unidade, linha, canal |
| Quando sai | no fechamento contábil | todo mês, na mesma data |
| Pergunta que responde | "quanto declarar?" | "onde estou ganhando e perdendo?" |
Em linguagem de dono: comece pela receita bruta, tire as deduções (impostos sobre venda, cancelamentos), tire os custos que variam com a venda e você tem a margem de contribuição. Dela saem os custos fixos do mês. O que sobra é o resultado.
Sem saber qual regime está usando, o mesmo mês conta duas histórias diferentes. Escolha um e declare qual é.
Dividir o aluguel "mais ou menos igual" entre linhas distorce a margem de todas. Rateio ruim é pior que nenhum.
Número velho não decide nada. Se o demonstrativo chega quando o mês seguinte já está na metade, ele virou arquivo.
É a origem de uma fala que ouvimos muito em diagnóstico: o número do fim do mês que ninguém confia. O processo não pode morar na memória de alguém.
Fase honesta: começar em planilha é certo. O problema é ficar nela quando a empresa cresce: dupla digitação, versão errada, fechamento manual de dias. O degrau seguinte não é necessariamente trocar tudo. É ter as fontes (sistema de gestão, notas e banco) lendo a mesma informação, para o DRE sair do registro e não da redigitação.
No AvantiCore Motore, em pré-lançamento, o número do mês aparece com a lista de lançamentos que o formam. Clicou, viu a origem. Sem exportar nada. O painel do mês existe; o DRE gerencial automático está em construção.
powered by AIOSO contábil segue o plano de contas e serve ao fisco. O gerencial agrupa receitas e custos do jeito que o dono decide (por unidade, linha ou canal) e serve para gerir. Os dois usam os mesmos fatos; mudam a pergunta que respondem.
Todo mês, na mesma data, logo depois do fechamento. Um DRE que atrasa vira registro histórico em vez de ferramenta de decisão.
Dá, quando as fontes (sistema de gestão, notas fiscais, banco) estão conectadas num lugar só. Aí o demonstrativo se monta sozinho e a discussão do mês passa a ser sobre o que fazer, não sobre se o número está certo.
O diagnóstico olha os seus sistemas, o que é manual e o que pode ser reaproveitado, e devolve um plano de 90 dias. O laudo vem antes de qualquer proposta.